A coisa mais engraçada são os sonhos. Sempre são eles que anunciam uma fugida da sua capacidade de manter a calma – "foi ali tomar os gorós na esquina, não sabe se volta, mas deve voltar".
Eu mesma estou naquela de acordar no meio da noite e dizer para mim mesma “que diabos de sonho é esse?”. Tudo dá errado nos benditos: a roupa, os convidados, as flores. Só não me foge o noivo – esse nem em sonhos fugiria.
Mas agora é minha irmã, posando de demoiselle dedicada em garantir que meus dois olhos estarão maquiados de forma harmônica no grande dia, que também deu para sonhar. “Aline, tive um sonho: dava tudo errado!”, revela com ar de desespero-aliviado-que-era-só-um-sonho.
“As pessoas estavam comendo antes da cerimônia (quem come antes da festa?!?), você circulando e conversando com todo mundo, eu te colocando para dentro (menina, você tem que ficar guardada!) e tu saindo de novo, meu cabelo desarrumado, eu descalça... Tudo errado.”
Nem nas noites de maior ansiedade consegui ser tão criativa. Eu hein!
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