25 de abril

 

25 de abril de 2009. Um dia de sol perfeito. 16h40, a chuva cai. Lá dentro do salão, não me abalo. Havia uma alegria tão tranquila dentro de mim que nem isso me tirou do prumo. Só me atrasou. 15 minutos. Na porta da igreja, vejo um céu azul acinzentado que nem de longe me pareceu triste. Foi o fim de tarde chuvoso mais lindo que já vi na vida.

 

E às 17h30, braços dados com o homem mais nervoso da igreja, ao ouvir a doce voz de Maria Juliana, entrei com o pé direito no lindo templo de São Pedro e São Paulo – o santo da chuva e o santo comunicador da boa nova (isso sim é ironia, Alanis Morissete!). Lotada de tantas carinhas queridas, não vi ninguém. Meus olhos seguiam em ângulo reto na direção do altar: era o rapaz de gravata prateada que eles procuravam, com um olhar de felicidade totalmente novo.

 

Diante do abraço apaixonado de meu pai, me desejando felicidade ao me entregar a (até então) futuro marido, percebi que caminhei a vida toda para viver aquilo. Tudo mais era pretérito mais que perfeito. “Antes de você chegar, era tudo saudade...” – ah, a voz de Maria Juliana...

 

E o depois? Cada palavra do meu agora ainda mais querido Padre Ivônio caiu com perfeição num coração que parecia já ter estourado a cota de felicidade de um ano em apenas cinco minutos. Cada detalhe do ritual, cada olhar que nos lançava, me fazia ter certeza: eu estava sendo abundantemente abençoada.

 

Foi perfeito. Tão lindo, mas tão lindo que até meus sonhos se surpreenderam. Uma benção completa, uma cerimônia em que eu senti com plenitude a presença de Deus realmente nos tornando um. E uma emoção que de tão indescritível, parece às vezes que foi apenas um sonho. De repente, no meio do dia, me dou conta: “não é que foi verdade?”

 

Ao restrito grupo de amigos que estiveram lá, não tenho palavras para descrever, mas tento: obrigada!

Aos queridos que não estavam lá, mas torceram e ficaram felizes com nossa alegria: obrigada!

A Deus, que desviou tão radicalmente meu caminho para que ele se encontrasse com o de Michel: minha vida. Só com ela posso retribuir o que recebi naquele fim de tarde chuvoso que transformou minha história.

 

P.S. Na foto, o presente da Shamar: Rita e Manu, vocês ajudaram a tornar esta noite inesquecível. Obrigada ainda é pouco, muito pouco. Mesmo assim, obrigada.

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