Terra de Pablo Escobar, Farc e Uribe, here we go!

Quem anda por estas bandas do Cabelo Marrom sabe do meu sonho de conhecer Cuba – e que eu queria ir lá ver o outro lado da ilha que atrai milhões de turistas todos os anos, em busca de seu exotismo caliente. Eu queria ir ver e ouvir um povo que vive sob uma ditadura perpetuada por “forças revolucionárias”, tendo acesso a uma educação universal que não liberta e a um sistema de saúde que, apesar de tudo, é referência para o mundo inteiro.

Ainda não consegui tal façanha.

 

Mas eis que agora me deparo com um desafio absolutamente inesperado: Colômbia, um país marcado pela força do tráfico de drogas e pelo que Pablo Escobar conseguiu deixar no imaginário mundial. E que agora está de volta às manchetes depois que seu presidente, Álvaro Uribe, decidiu deixar os americanos instalarem algumas bases militares em seu território, as primeiras no nosso continente. E isso é quase tudo que eu sei sobre o país, além de que (segundo a Veja, é importante destacar!) o mesmo Uribe tem tido grande sucesso nas suas investidas contra o tráfico de drogas na região, empurrando os traficantes para buscarem apoio junto ao maluco do Chavez, presidente da vizinha Venezuela.

 

O que sei mesmo é que no próximo domingo desembarco no Departamento de Tolima, especificamente na cidade de Ibagué, que fica mais ao sul do país, e de onde partirei para as cidades de Rovira, Payandé e San Luis. Só no retorno passo 24 horas em Bogotá antes de passar por São Paulo de volta para casa. Mas afinal, que diabos esta castanha vai fazer na Colômbia?

 

Trabalho, meus amigos, trabalho. Vou em missão pela entidade em que trabalho (Concern Universal) junto com três colegas de entidades parceiras, com o objetivo de conhecer o trabalho da Concern no país de Uribe e Escobar. Vamos saber como vive o povo de lá, como as comunidades enfrentam seus problemas e, principalmente, beber de um pouco de sua metodologia.

 

Passaporte na mão, vacina contra febre amarela no braço, uma mala de roupas e agasalhos para enfrentar o frio paulista e de Bogotá, dicionário espanhol-português a tiracolo e uma ansiedade misturada com a saudade de marido – que já é maior do que eu – here we go! E espero voltar de lá (sim, eu espero voltar!) cheia de coisas para contar neste espaço, já que presente não vai dar pra trazer porque viajo mais quebrada que arroz de terceira, como se diz por aí.

 

Hasta la vista!

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