Risco de morte na Colômbia: pegue um táxi

Na Colômbia (ou pelo menos em Ibagué, capital do Departamento de Tolima) é assim: o trânsito é pior do que a gente vê na novela das oito, os taxistas, em geral, têm no máximo 25 anos e estão no ápice daquele sentimento de onipotência – eles podem tudo! Os veículos que dirigem são pequenos e só cabem dois passageiros no banco de trás. Bagagem, darling? Vai no banco da frente porque a mala não aguenta mais do que uma bolsa de mão. Eles fazem ultrapassagem onde não pode e onde, principalmente, não dá! Conversam uns com os outros no meio do trânsito e tenho a desconfiança de que fazem pegas (pouco) disfarçados. Cada viagem é uma tensão de morte, especialmente se você é mulher, jovem, estrangeira e pega um dos latin lovers saradinhos que têm certeza de que você está achando aquilo uma aventura – alguém avise a eles que meu objetivo é ficar viva, por favor.

 

Os taxistas ainda enfrentam um problema de sustentabilidade: com o litro de gasolina custando o equivalente a mais de R$ 7 (!), a maioria tem mesmo que aderir à tecnologia do gás combustível. Acontece que a oferta é pequena, poucos postos oferecem o produto. Na viagem de volta para o aeroporto encontramos uma fila (que se perdeu no olhar) formada por condutores a espera de abastecimento em um único posto na região de Ibagué, onde havia o bendito. Uma tarde de trabalho perdida em nome de uma economia que, pelo que me lembro, deve ser bem considerável.

 

Nos últimos dias eu até estava me acostumando com aquela loucura, mas voltar para nosso trânsito quase educado foi um alívio e tanto. Aqui, pelo menos, a gente já aprendeu a atravessar a rua e a respeitar as regras mínimas de civilidade no trânsito.

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
Visitante número: